O Fetiche da Liberdade e o Projeto de um Estado Suzerano

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Da Redação do Portal GPN

As convocações para o próximo dia 1º de março de 2026 em cidades como Marília, no interior paulista, revelam uma face perversa da política brasileira. Sob o manto de “caminhadas pela liberdade”, o que se observa é a consolidação de um movimento de extrema-direita que não busca o fortalecimento das instituições, mas sim a blindagem de um projeto de poder familiar e excludente.

O Mito da Liberdade e a Realidade da Servidão

O uso recorrente da palavra “democracia” por lideranças que pregam abertamente o desmonte do Supremo Tribunal Federal (STF) e a anistia para atos golpistas é, no mínimo, um exercício de cinismo retórico. O que se desenha no horizonte, conforme sugerem as pautas desses atos, é:

  • Suzerania Política: A tentativa de converter a liderança política em uma espécie de direito hereditário, onde uma família atua como soberana sobre uma base de seguidores desprovida de senso crítico.
  • A Precarização como Controle: Ao atacar políticas de igualdade social e direitos trabalhistas, o movimento fomenta um cenário onde o povo é reduzido a “mão de obra” barata, mantida sob um estado de vigilância ideológica e dependência econômica.
  • O Perigo do Estado Racial: A retórica que marginaliza minorias e ataca a diversidade não é apenas preconceito isolado; é a base para a criação de um Estado que hierarquiza cidadãos por sua origem, cor ou alinhamento religioso.

Marília: O Microrreflexo de um Golpismo Latente

O envolvimento de lideranças regionais no interior de São Paulo “engrossa o caldo” de um sentimento antidemocrático que se recusa a aceitar o resultado das urnas. Ao pedirem a libertação de quem atentou contra os Três Poderes, esses manifestantes não pedem justiça, mas sim o direito à impunidade.

Enquanto movimentos sociais e frentes antifascistas se organizam para o final de março em defesa da soberania popular, a extrema-direita escolhe o dia 1º para testar a resistência das leis brasileiras.


Conclusão: A democracia brasileira enfrenta um teste de estresse. O verdadeiro desserviço não é o protesto em si, mas a finalidade dele: a substituição da Constituição pelo arbítrio de um clã.

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